Max Weber acreditava que
as motivações das ações dos indivíduos praticavam em seu convívio diário eram
os principais fatores que determinariam os rumos dos processos de mudança
social. Partindo desse princípio, Weber elaborou o conceito de “ação social” que nortearia os
seus trabalhos. Weber ainda faz referência a um fenômeno de grande importância
do mundo moderno e que está relacionado com as mudanças estruturais, culturais
e sociais que as sociedades modernas passaram no decorrer do tempo: “a
racionalização do mundo social”, isto é, mudanças profundas como a gradual
construção do capitalismo e a monstruosa explosão do crescimento dos meios
urbanos. Elas se dividem em Ação tradicional, ação afetiva, ação racional com
relação a fins, ação racional com relação a valores.
Uma ação
social é considerada como sendo relacionada a fins quando é tomada
tendo em vista um objetivo racionalmente estabelecido, no qual o autor da ação
busca atingir um resultado e, para isso, utiliza os meios necessários. A
conduta científica em busca do entendimento de um fenômeno é um exemplo.
Uma ação
social é entendida como sendo relacionada a valores quando o autor da
ação orienta seu sentido de acordo com seus valores e convicções pessoais. O
autor orienta o sentido de sua ação de acordo com o que acredita ser correto, o
que pode ser observado no exercício das ações baseadas em crenças religiosas ou
políticas.
A ação
do tipo tradicional está alicerçada em hábitos e costumes firmados na
vivência do sujeito. Age-se de determinada forma porque sempre se agiu assim.
Por
fim, a ação do tipo emocional é realizada com base nas emoções
do indivíduo. O objetivo é mostrar sentimentos pessoais, como o choro do luto
ou a risada de momentos alegres, sem, no entanto, levar em consideração os fins
que se deseja atingir.