Primeiro período (1500 - 1808): proibição
Nesta época se fazia restrição ao desenvolvimento de atividades
industriais no Brasil. Apenas uma pequena indústria para consumo interno era
permitida, devido às distâncias entre a metrópole e a colônia. Eram,
principalmente, de fiação, calçados.
Segundo período (1808 - 1930): implantação
Em 1808 chegando
ao Brasil a família real portuguesa, D. João
VI revogou
o alvará, abriu os portos ao comércio exterior e fixou taxa de 24% para
produtos importados, 15% para os ingleses e 16% para os produtos portugueses.
- Os capitais que eram aplicados na compra de escravos ficaram disponíveis e parte deles foram aplicados no setor industrial.
- A cafeicultura, que estava em pleno desenvolvimento, necessitava de mão de obra. Isso estimulou a entrada de um número considerável de imigrantes, que trouxeram novas técnicas de produção de manufaturados e foi a primeira mão de obra assalariada no Brasil. Assim constituíram um mercado consumidor indispensável ao desenvolvimento industrial, bem como força de trabalho especializada.
O setor alimentício cresceu bastante, principalmente
exportação de carne, ultrapassando o setor têxtil. A economia do país
continuava, no entanto, dependente do setor agroexportador, especialmente o
café, que respondia por aproximadamente 70% das exportações brasileiras.
Terceiro período (1930-1956): a "revolução industrial"
O outro foi marcado pela Revolução de 1930, com Getúlio
Vargas, que operou uma mudança decisiva no plano da política interna,
afastando do poder do estado oligarquias tradicionais que representavam os
interesses agrários-comerciais. Getúlio Vargas adotou uma política
industrializante, a substituição de mão-de-obra imigrante pela nacional. Essa
mão-de-obra era formada no Rio
de Janeiro e São Paulo em função do êxodo rural (decadência cafeeira)
e movimentos migratórios de nordestinos.
Foram
fatores que contribuíram para o desenvolvimento industrial a partir de 1930:
- o grande êxodo rural, devido a crise do café, com o aumento da população urbana que foi constituir um mercado consumidor e mão de obra.
- a redução das importações em função da crise mundial e da 2ª Guerra Mundial, que favoreceu o desenvolvimento industrial, livre de concorrência estrangeira.
- Aumento das exportações devido à 2ª Guerra Mundial.
Uma característica das indústrias que foram criadas desde a 1ª Guerra
Mundial é que muitas delas fazem apenas a montagem de peças produzidas e
importadas do exterior. São subsidiárias das matrizes estrangeiras.
No início da 2ª Guerra Mundial o crescimento diminuiu porque o Brasil
não conseguia importar os equipamentos e máquinas que precisava. Isso ressalta
a importância de possuir uma Indústria de Bens de Capital(máquinas e peças).
Apesar disso as exportações brasileiras continuaram a se manter
acarretando um acúmulo de divisas. A matéria-prima nacional substituiu a
importada.
Ao final da guerra já existiam indústrias com capital e tecnologia
nacionais, como a indústria de autopeças.
No segundo governo Vargas (1951-1954), os projetos de desenvolvimento
baseados no capitalismo de Estado (O estado intervindo na economia).
Substituição
de importação
Com a crise de 1929 os produtos na maioria importados passaram a ser
produzidos por indústrias nacionais. Por essa razão, afirma-se que o primeiro
momento da industrialização brasileira baseou-se na substituição de
importações. Em 1931 foi criado a Fiesp (federação das industrias paulista).
Em 1940 as indústrias de base (siderúrgica) foram ampliadas (Vale) e no
segundo governo de Getúlio Vargas 1953 seria criada (petroquímica) Petrobras
todos com capital estatal.
A mecanização da agricultura foi destaque principalmente em máquinas e produtos químicos.
A mecanização da agricultura foi destaque principalmente em máquinas e produtos químicos.